Nem precisa levantar o dedo...
Eu levanto por nós.
A perfeição é uma abstração desenvolvida
no laboratório do nosso juízo de valor...que, naturalmente, é HUMANO.
Por ser humano, vem com a carne...e como
todos reconhecem, a carne é incontrolável!!!
A questão não é a imperfeição, mas a
importância que damos à ela.
Uma parábola serve bem ao 'Juízo' da nossa
conduta humana.
Imagine a pessoa com os mais nobres
sentimentos da Terra.
Um ser iluminado que se mantém no Olimpo
da pureza.
Nem em pensamento, íntimo, ele se permite
ultrapassar a fronteira do amor da Criação.
Pois bem, num dia magnífico, dirigindo seu
carro com o respeito e a cautela de sempre, vai seguindo tranquilo para fazer a
travessia de uma movimentada avenida.
O sinal verde e o fluxo do trânsito são os
mesmos de todos os dias.
De repente duas bicicletas atravessam a
pista.
Seu movimento é um pulso.
A guinada joga o carro na outra pista.
Um ônibus, que também trafegava
regularmente, perde o controle e avança pela calçada.
Um grupo de pessoas é violentamente atingido.
Cinco perdem a vida.
O laudo técnico mostra que o sinal de
pedestre apresentava uma falha...por isso as bicicletas cruzaram a avenida desavisadamente.
Esse ser humano tão especial teve um dia
FATAL.
Quando toma consciência dos fatos, não se
perdoa.
Nada aplaca a dor desse homem.
Três vítimas eram crianças.
Dilacerado, a vida não existe
mais.
O QUE DIZER?
Não sei...
Foi só um instante...
Uma pequena imperfeição no rumo da vida
perfeita.
FATALIDADE?
É, fatalidade.
A fatalidade tão natural quanto a chuva.
No caminho da vida as fatalidades podem encontrar a virtude.
Como justificar 'para a virtude' a
existência da fatalidade?
Eu não sei...JURO QUE NÃO SEI...

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