O boCa rouGE é um tipo que eu conheço bem...até porque...
No mundo contemporâneo, imediatamente
urgente e com enorme relevância, pensar é brega.
É brega, também, respirar pausadamente.
Assim como é super brega dizer uma ou
outra coisa que possa revelar, com mais ou menos evidência, quem você é fora do espelho
do seu personagem.
É bem brega andar por aí acompanhado de
você 'in natura'.
O armário do seu ego de novela das nove vive escancarado como
um Instagram permanente da sua imagem ficcional.
O canastrão inimigo dos bons costumes
assumiu a direção do hospício e, por decreto, resolveu que só os como ele podem
visitar o deck fora do circular Praça Seca/Vila da Penha.
No modelo do canastrão assumido, a alma é
uma invencionice puritana...como as antigas virgens da década de 50.
O despudor perfumado e liso adora beber todas as gotas do nefasto poder que a pureza mal
cheirosa pode iluminar.
A VIDA É SÓ UMA TRAPAÇA...canta no mantra
matinal o afortunado homem com visão de mundo!
É...
Ai, que saudade de você!
Até a Lua anda calada.
No meio de tantas palavras, o silêncio de
todos é o fim da esperança.
Calamos para falar de tudo, sem parar.
Falamos tanto, e com tanta energia, que
aprendemos a nunca dizer nada.
Somos o túmulo aquecido de antigos
pormenores 'oldfashion' de um sonho verdadeiro.
Morremos pelo sonho e vivemos pelo mármore
da fachada.
Nem o 'silêncio do inocente' causa mais
incômodo.
Falamos baldes de verdades absolutas com a
certeza que ninguém nunca vai nos ouvir.
Falamos para movimentar o ar.
O ar da boCa movimenta a boca da loteria
da sorte que nunca vai mais existir.
Por isso, e sem nenhum receio de ser
menor, eu tenho tanta saudade.
Ai, meu Deus, que saudade de você!!!

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