Friday, August 30, 2013

MARKETING PESSOAL TEM LIMITE???


Negar é bobagem...ou um desejo desnecessário de obstruir o óbvio.
Somos um espelho translúcido de como nos apresentamos aos críticos, ou...todos os que nos olham de cima a baixo para definir nosso valor real.
Porque sabemos que somos julgados - no tribunal de especialistas - temos algum direito adquirido de buscar certas técnicas de marketing social/pessoal.
Nosso valor - valor no sentido mais raso da palavra - é definido por um conjunto de atributos que projetam no que temos ou no que podemos ter, segundo os outros.
Um caso agudo dessa MAIS VALIA PESSOAL DO JULGAMENTO POPULAR se dá com os políticos.
As técnicas de marketing aplicadas às campanhas podem moldar o perfil de um candidato azedo para tranformá-lo num palatável biscotinho amenteigado e doce.
Na política essa manipulação escandalosa produz um gênero humano de rara contradição: pelas lentes da verdade, um objeto sem conteúdo. Pelas lentes do marketing, um poeta da esperança.
Quando o nosso marketing de cada dia depende só das escolhas que vamos fazer, é menos provável iludir o mundo...ele vai ser mais esperto que os pequenos truques de maquiagem que trazemos no sorriso maroto de uma manhã chuvosa.
Se desejamos ser bem avaliados pelos nossos pares, é natural buscar uma postura nota 10 no quesito evolução e enredo.

O marketing pessoal é mais agressivo nas situações em que estamos interessados em conquistar um novo pretendente.
Podemos mudar tanto aparência quanto discurso...sem contar o viagra (ou genérico) que vai aumentar nossa cotação em qualquer roda de academia de ginástica que usa o samba social para elevar ou baixar o moral da tropa de elite do conto do sexo de fadas.
Não precisaria de nenhum outro exemplo para evidenciar, com fatos, que somos marketeiros de nossas melhores qualidades...ou defeitos.
A indústria do disfarce de personalidade hoje é uma potência.
Compramos até bom hálito!!!
O impulso de aceitar que somos um produto - e entrar no jogo pesado da aquisição de melhores acessórios de transformação - pode iludir tanto que até nós MESMOS ficamos sem referências que nos levem de volta ao que um dia já fomos.
Rejeitar o marketing pessoal também é uma fórmula eficaz de marketing social...e muito bem recebida em certas rodas mais 'cools' da sociedade.
Vomitamos com enorme discrição para não ferir nossa personalidade Kate Moss nas lentes devoradoras dos ouvidos mais receptivos ao comentário semi-surdo das fofocas permissíveis e permeáveis do badalado mundo dos vinhos espumantes.
Ali na festa; ali no corredor do trabalho; ali no hall do condomínio; ali na porta da escola; ali nas baladinhas de final de semana; ali na esquina da faculdade...vamos dando ao distinto público o ar do nosso estimado personagem.
Se encontramos uma boa sintonia entre nosso marketing social e o produto consumido - quando sem rótulos e embalagens - podemos aumentar o respeito de quem faz a cotação positiva do EU pessoal que sonhamos ser.
Em outros casos, o desapontamento provoca uma cotação negativa da agência de marketing que nos representa.
Como em tudo, o equilíbrio está no meio...meio difícil de decidir quem realmente somos.
Confusos e confundidos, é complicado apresentar nossa verdade ao mundo como ele é.
Na dúvida, congele. Diga 'talvez' para tudo...inclusive quando a pergunta for...será???
Com uma série repetida de talvezES, você vai acabar esquecido.
Esquecido, você pode andar por aí como UM ninguém.
Você já conheceu ALGUÉM que precise tanto assim de marketing pessoal quando é um ninguém???
Seria por demais contraditório...marketear o que não é, e nem precisa ser.
Deu pra me acompanhar???

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