Fica um enorme vazio.
A crença que adotamos (ou não) pode amenizar a dor, mas ela não preenche o vazio.
Sofremos e vamos sofrer.
O tempo precisa curar essa dor. O TEMPO É O ÚNICO REMÉDIO.
E o que fazemos com o tempo?
Aplacamos a dor com lembranças...precisamos usar as lembranças para suavizar a dor.
Lembrando mantemos um laço infinito até o dia que a dor vai deixar de doer para acomodar-se no coração.
A dor nunca passa, ela se tranca num quarto do coração.
As células inteligentes vão encobrir a porta da dor.
O corpo inteligente vai empurrar a vida na direção do futuro e a porta vai manter o resto do coração livre para continuar vivendo.
A dor tão infinita vai continuar infinita, mas os beliscões da dor vão ser mais amenos...vão marcar menos a pele endurecida da dor.
A dor é um dos sentimentos da vida...a dor é vida, mas a dor dói.
O que fazer quando um amigo parte???
Tirar lições.
Lembrar que os amigos partem e saborear suas presenças.
Viver um pouco mais para compensar o amigo que deixou nosso grupo. Viver também por ele.
Viver com ele.
Ele pode viver em nós.
Nós podemos ser um pouco ele, também.
Cada um de nós pode ser um pouco ele, também.
Em todos nós ele vai estar presente para viver conosco.
Na dor...também temos vida.
Na dor...também temos solução.
Quem sabe se a dor pode ser parte do nosso renascimento?
Será?
E QUANDO UM AMIGO PARTE...
Fica um desolamento, um desconsolo, um enorme buraco.
Fica faltando o pedaço que ele era,,,em nós.
Fica faltando ele.
ELE VAI...MAS FICA, FALTANDO.
FICA FALTANDO UM AMIGO...tão difícil ter um amigo.
À-DEUS, irmão!!!

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